quarta-feira, 21 de maio de 2008

Diário de Bordo 04


Com um pouco de atraso, claro, estou aqui para narrar mais uma daquelas histórias que a gente desconfia, depois de algum tempo, se aconteceu mesmo. Então, para não correr o risco desses importantes acontecimentos serem esquecidos ou entrarem para o imaginário coletivo (?) segue a narração.
Cabe lembrar que, assim como nas outras histórias, alguns fatos foram omitidos para preservar relações familiares.


Resgate do Lulu

Missão: buscar o Luan em Campinas e trazê-lo em segurança para Amparo.
Componentes: Amanda, Chu e quase que meu pai vai junto de babá no carro.
Instruções: sair de Amparo por volta das 21 horas em direção a rodoviária de Campinas.
Enquanto isso: Luan sairia da faculdade em Santa Bárbara D'Oeste e o ônibus o deixaria em um ponto próximo à rodoviária.
Poréns: eu e Chu não conhecíamos Campinas tão bem assim e receberíamos as coordenadas geográficas para chegar à rodoviária por celular. Contávamos com o senso geográfico do Luan, o gps do celular do Luan e muita sorte.

Relatório
(horários fictícios em alguns momentos)

21:00- Amanda e Chu deixam Amparo rumo a Campinas

21:30- Em Pedreira (cidade vizinha) primeiro momento de tensão: um policial rodoviário faz um aceno muito estranho para nosso carro. Imaginamos que seria um tchau e não paramos, esperando que ele não nos seguisse.

21:35- Luan liga e diz que chegará antes à rodoviária, diz que é um lugar perigoso e manda termos pressa, mas andar devagar.

21:50- Ligamos para Luan, avisando que estamos em Jaguariúna. Nesse momento eu e o Chu estabelecemos um plano B, porque era certo que Luan ficaria em situação de risco nos esperando na rodoviária.
O plano B: Luan pegaria um táxi na rodoviária e se dirigiria a um ponto mais conhecido e mais movimentado onde nos esperaria. (Não contamos pra ele que já tínhamos certeza de que iríamos atrasar e nem lhe comunicamos sobre o plano B para que ele se sentisse

mais seguro e só em último caso utilizasse o plano B).

22:05- Um vento forte fazia o carro quase sair da pista na pista antes de chegar em Campinas, precisamos ir mais devagar.

22:10- Luan seguiu seu plano B, que era igual ao nosso (muito espertinho ele) e foi parar em uma padaria em algum lugar não muito longe. Nos telefonou de lá e com calma explicava o caminho que deveríamos fazer para encontrá-lo. As mensagens chegavam ao Chu, nosso motorista, com um certo atraso, porque eu tinha de entender o que Luan falava, verificar a descrição que ele fazia do lugar em que estávamos para só depois transmitir ao Chu.

22:12- Chegamos a uma rua que não me era estranha, por onde acho que já tinha passado com o Luan uns dias atrás, sinal de que não estávamos perdidos, ainda.

22:16- Sem encontrar a rua que Luan tinha mandado pegar, voltamos pelo outro lado, com o cuidado de nos certificarmos de que era mesmo o outro lado da mesma rua. Ali, se errássemos o caminho, estaríamos perdidos, pois com toda certeza não conseguiríamos explicar a Luan onde estávamos, e ele também não conseguiria nos colocar novamente no caminho certo.

22:20- Com sucesso, conseguimos voltar pela mesma rua onde estávamos e então encontrar a outra rua que deveríamos pegar.

22:25- Momento crítico: Luan diz para fazermos 1/4 de volta em um balão. Pra mim, foi impossível entender a ordem, nem o Chu imaginou o que poderia ser o 1/4 de volta que o Luan queria. Resultado: demos a volta toda. Um grande defeito meu é começar a rir nas horas de tensão ou perigo. E foi o que aconteceu. O Luan do outro lado da linha não entendia o que estava acontecendo. O Chu já estava em sua segunda volta pelo balão, e eu rindo. Só na sexta volta eu descobri o nome da rua que correspondia ao 1/4 de volta e acertamos o caminho. Aí eu parei de rir.

22:30- Estávamos próximos a Luan. O alívio veio quando conseguimos estabelecer contato visual.

22:32- Colocamos o Luan no carro. Luan chegou muito próximo da hipotermia, fora do carro a sensação térmica era exageradamente fria.
22:35- Agora sim, com o Luan no carro, nos perdemos. Pegamos uma contramão e só percebemos quando estávamos no final da rua.

22:40- Decidimos ir comer cachorro-quente na barraquinha multinacional que o Luan conhecia. Um japonês preparava a iguaria alemã.

23:00- Nós três, no carro, comendo cachorro-quente. O celular do Luan tocou. Era da casa dele. Feliz ele atendeu: Oi mãe! Não era a mãe dele, era seu pai. E o que tem de mais nisso? O pai do Luan, que tinha estado com ele há poucas horas, tinha acabado de chegar na casa dele, vindo de Campinas. Pois é, toda missão de resgate poderia ter sido cancelada se houvesse maior comunicação entre os dois. Mas aí o resgate não teria acontecido, o passeio em Campinas também não, a história toda não teria virado esse post e não teríamos mais uma história pra contar para nossos filhos.

Essa é uma versão provisória, sujeita a erros ( não gramaticais, mas de coerência). Aceito sugestões de como tornar mais clara a história, e também mais detalhes que eu possa ter esquecido.

2 comentários:

Biaa disse...

Ja conhecia essa históriaa...
vc se esqueceu de conta q eu te liguei na hr q vc tava na barraquinhaa... como pode esquecer disso shaushauhsausha
bjoooos

Luan disse...

aiai...gostei mã! ainda bem que foram em 2 se nao eu estaria perdido, com o senso geografico de apenas 1 acho que estaria la na padaria ainda!

;)