No shopping a avó pede a seus netos que vão até a farmácia para buscar um remédio.
Os netos também não entenderam o porquê de comprar um remédio àquela hora no shopping, já que ela aparentava se sentir bem e já tinha tomado todos os comprimidos do dia. Tentaram convencê-la de que era um tanto desnecessário, esforços diplomáticos em vão.
A avó garante aos dois que naquele shopping há uma farmácia e explica o caminho que devem fazer para chegar até ela. Os dois netos deixam a avó e saem, não à procura da farmácia, mas à procura de um daqueles mapas grandões que ficam espalhados pelo shopping para se certificarem de que havia uma farmácia lá e que o caminho que a avó indicou estava certo.
Sim, havia uma farmácia e o caminho estava certo.
Seguindo as placas, descendo a escada rolante... Em cinco minutos chegaram à farmácia, compraram o remédio indicado.
Os dois saem felizes da farmácia com a sensação de dever cumprido e dever cumprido da melhor forma possível.
No caminho de volta, uma loja de relógios chama a atenção. “Uma paradinha só pra olhar não vai comprometer a eficiência do serviço.” –pensam.
Depois de ficarem chocados com os preços exorbitantes na vitrine, um pensamento passa pela cabeça dos dois ao mesmo tempo: “Essa loja estava aqui no caminho de ida?”
“Devia estar, mas estávamos preocupados em achar a tal farmácia, por isso não vimos.” – um tenta convencer o outro.
“Eu só vi uma loja de ternos, que não estou vendo agora...”
Os dois pré-adolescentes olham ao redor. Os dois um tanto paranóicos. Pensam que as coisas estão mudando de lugar no shopping, ou ele já não é mais o mesmo depois que saíram da já famosa farmácia.
Decidem seguir, em algum lugar haviam de chegar.
“Na pior das hipóteses, se nos perdermos é só começar a acenar pra alguma câmera. Vó é esperta e vai pedir ajuda ao segurança pra nos encontrar. Quando ele for olhar nos monitores já estaremos sinalizando”.
Depois de quinze minutos achando tudo estranho, cogitando a possibilidade de o shopping ter algumas passagens secretas e ser bem maior do que o mapa mostrava, procurando câmeras para se sentirem mais seguros sabendo que já podiam estar sendo observados, avistaram a escada rolante. Esperança de que no piso superior encontrassem a avó onde a haviam deixado: na sorveteria bem em frente à escada.
Uma olhada ao redor antes de subirem denunciou a falta de “noção geográfica” de ambos, mais de um que de outro é certo.
O que aconteceu com nossos dois personagens foi o seguinte. Sendo o shopping quadrado, saindo da farmácia encontrariam inevitavelmente a escada rolante. Acontece que a escada ficava exatamente na frente da farmácia. Quando os dois saíram da farmácia, viraram para o lado contrário e tiveram que a volta pelo shopping todo até chegar de volta à escada rolante.
Até hoje, um culpa o outro pela falta de orientação geográfica. E sempre que saem juntos a mesma coisa acontece: um desconcentra o outro e os dois terminam fazendo sempre um caminho maior que o necessário.
Ps. Agora os dois já dirigem, não se perdem mais apenas
(Esse é pro Chu!)

3 comentários:
Amanda
d+++
até hoje nao esquecço disso hsAUHSUA
Mais a culpa foi sua hsuaHUSHuhs
bjaum amo vc amanda!
Eu lembro dissooo
só mesmo essas duas pessoas desmioladas como vcs pra conseguirem tais façanhas shaushaushuas
Bjoooo
Legal!
Gostei =)
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