quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Desorientados



No shopping a avó pede a seus netos que vão até a farmácia para buscar um remédio.

Os netos também não entenderam o porquê de comprar um remédio àquela hora no shopping, já que ela aparentava se sentir bem e já tinha tomado todos os comprimidos do dia. Tentaram convencê-la de que era um tanto desnecessário, esforços diplomáticos em vão.

A avó garante aos dois que naquele shopping há uma farmácia e explica o caminho que devem fazer para chegar até ela. Os dois netos deixam a avó e saem, não à procura da farmácia, mas à procura de um daqueles mapas grandões que ficam espalhados pelo shopping para se certificarem de que havia uma farmácia lá e que o caminho que a avó indicou estava certo.

Sim, havia uma farmácia e o caminho estava certo.

Seguindo as placas, descendo a escada rolante... Em cinco minutos chegaram à farmácia, compraram o remédio indicado.

Os dois saem felizes da farmácia com a sensação de dever cumprido e dever cumprido da melhor forma possível.

No caminho de volta, uma loja de relógios chama a atenção. “Uma paradinha só pra olhar não vai comprometer a eficiência do serviço.” –pensam.

Depois de ficarem chocados com os preços exorbitantes na vitrine, um pensamento passa pela cabeça dos dois ao mesmo tempo: “Essa loja estava aqui no caminho de ida?”

“Devia estar, mas estávamos preocupados em achar a tal farmácia, por isso não vimos.” – um tenta convencer o outro.

“Eu só vi uma loja de ternos, que não estou vendo agora...”

Os dois pré-adolescentes olham ao redor. Os dois um tanto paranóicos. Pensam que as coisas estão mudando de lugar no shopping, ou ele já não é mais o mesmo depois que saíram da já famosa farmácia.

Decidem seguir, em algum lugar haviam de chegar.

“Na pior das hipóteses, se nos perdermos é só começar a acenar pra alguma câmera. Vó é esperta e vai pedir ajuda ao segurança pra nos encontrar. Quando ele for olhar nos monitores já estaremos sinalizando”.

Depois de quinze minutos achando tudo estranho, cogitando a possibilidade de o shopping ter algumas passagens secretas e ser bem maior do que o mapa mostrava, procurando câmeras para se sentirem mais seguros sabendo que já podiam estar sendo observados, avistaram a escada rolante. Esperança de que no piso superior encontrassem a avó onde a haviam deixado: na sorveteria bem em frente à escada.

Uma olhada ao redor antes de subirem denunciou a falta de “noção geográfica de ambos, mais de um que de outro é certo.

O que aconteceu com nossos dois personagens foi o seguinte. Sendo o shopping quadrado, saindo da farmácia encontrariam inevitavelmente a escada rolante. Acontece que a escada ficava exatamente na frente da farmácia. Quando os dois saíram da farmácia, viraram para o lado contrário e tiveram que a volta pelo shopping todo até chegar de volta à escada rolante.

Até hoje, um culpa o outro pela falta de orientação geográfica. E sempre que saem juntos a mesma coisa acontece: um desconcentra o outro e os dois terminam fazendo sempre um caminho maior que o necessário.

Ps. Agora os dois já dirigem, não se perdem mais apenas em shoppings... Conselho a quem precisar de alguma encomenda dos dois: espere sentado, um dia eles chegam.

(Esse é pro Chu!)

3 comentários:

CHu disse...

Amanda
d+++

até hoje nao esquecço disso hsAUHSUA

Mais a culpa foi sua hsuaHUSHuhs


bjaum amo vc amanda!

Biaa disse...

Eu lembro dissooo
só mesmo essas duas pessoas desmioladas como vcs pra conseguirem tais façanhas shaushaushuas
Bjoooo

Vinícius disse...

Legal!
Gostei =)