segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Diário de Bordo - 01

Podemos começar essa narrativa quando Carol ultrapassa um Opala, com seu Pálio 1.0 em uma subida. (Há alguns mistérios dos carros 1.0 que eu acho que nunca vou entender...).

A parte que não avisamos pra ninguém onde íamos e nem mesmo nós sabíamos nosso destino, a gente pula...

Acontece que: (alguns minutos antes...)

Sem nada pra fazer, pedi o carro emprestado pro meu pai... ele, muito bonzinho, disse que “nem pensar”. Ele não emprestaria carro num sábado à noite com chuva...

Não tinha sido um dia bom, naquela tarde eu iria à piscina, se não tivesse chegado ao clube exatos dois minutos antes de uma tempestade que durou horas... Às dez e meia sem esperanças de fazer alguma coisa do meu sábado à noite, eu estava circulando tristemente pelo msn...

Lá encontrei a Carol, que me deu 10 minutos para que eu me arrumasse para sair com ela.

Muito rapidamente (porque estava felicíssima com a guinada da noite) eu estava pronta e a Carol passava na porta de casa pra me pegar. No carro também estava o Vald, que tentava se comunicar no celular insistentemente, desesperadamente...

Depois de infinitas tentativas inúteis de um contato com outros amigos, os dois se conformaram em ter só a mim como companhia e decidimos sublimar essa frustração com um passeio.

Estamos de volta à cena da ultrapassagem.

Tentamos, mas não conseguimos encontrar a casa de ninguém... Nos perdemos, entramos na contra-mão de muitas ruas e desistimos (de verdade agora, de encontrarmos os amigos desaparecidos).

Continuamos o passeio, a idéia agora era encontrar uma lanchonete, barzinho, restaurante, o que quer fosse que não tivéssemos freqüentado ainda, só pra fazer alguma coisa diferente.

Muitos postes com fadinhas depois, muitos cachorros soltos pela rua depois, e principalmente depois de uma situação de perigo muito clara com a qual eu não me abalei, a Carol ignorou o fato de sentir medo e o Vald começou a comer pipoca doce - aquela uma do pacotinho que estava há aproximadamente um mês debaixo do banco do carro – chegamos ao nosso destino.

Surpreendentemente encontramos lá aqueles amigos que estavam incomunicáveis... (Mais mistérios daqueles que a gente nunca entende.).

A partir daí as coisas tomam outro rumo. Não nós, que fique bem claro que depois disso decidimos não mais sair dali.

O plano era o seguinte: meu nome agora seria Marie, era eu uma parisiense que falava inglês (o ser parisiense era pra, se caso encontrássemos alguém que falasse inglês, termos uma desculpa para possíveis erros e uma pronúncia não tão perfeita assim). A Carol seria minha “personal translation please” e o Vald ia ser o cara das piadinhas (pra variar).

Lá estávamos nós em uma modesta lanchonete, onde tudo era caro demais, e já sem fome por termos comido todo o pacote da pipoca doce que desconfio até agora estar com fungos (o que explicaria o plano infalível e com fins didáticos mais sem noção que já coloquei em prática). Lá estávamos nós e decidimos então ficar só com strawberry juice e Coca-Cola.

Minha “personal translation please” se enrolava tentando desmisturar o português e o inglês da cabeça dela para falar comigo e o garçom. Entre nós duas tudo bem, o difícil pra ela era falar ao garçom o simples português “ela quer um suco de morango com água e não com leite, por favor”. Enquanto ela se enrolava eu me concentrava no papel estrangeiro pra não rir na frente do garçom da cara do Vald tentando me convencer a pedir um “big salsichon”.

Estava arrependida da brincadeira pensando que tinha ficado muito fajuta, e o garçom só não nos tinha desmascarado por pena. Porém, tudo mudou quando mais um amigo da Carol e do Vald surgiu e lhe fui apresentada como Marie. Conseguimos confundi-lo, isso pra mim foi o “start” pra começar a falar (em inglês) como uma matraca. Fato que irritou o Vald que voltou a falar do tal do “big salsichon” e não sei mais o que pra descontar a raiva e o pouquinho de vergonha que sentia.

Não sei quantos litros de strawberry juice eu bebi... sei que depois de não agüentar mais nem uma gota ainda sobrou suco pra Carol jogar na plantinha da rua depois.

Saímos vitoriosos da lanchonete depois de saber que o garçom tinha perguntado ao amigo da Carol de onde eu era e ele havia confirmado a história louca.

Já está combinado, da próxima vez vou dizer vim de Karakucanga, uma pequena região da Austrália, e estou aprendendo inglês... (Cuidado garçons do mundo!!!)

Depois disso, pra fechar a noite, uma chuvona começou a cair...

Quase três da manhã a Carol me deixou em casa com a incumbência de registrar a história em um diário de bordo que será postado no meu blog.

Hoje eu iria acordar cedo e ir pra piscina, mas está chovendo desde ontem... Por causa disso a internet aqui parou de funcionar, vai demorar pra essa história ir pro blog... Mas já está tudo registrado. E tenho uma notícia ruim pra Carol... acordei com minha mãe fazendo uma investigação pra saber de quem era o sapato com barro que sujou a casa toda... e era o meu... Seu carro deve ter ainda resquícios se não um montão de barro que se for levado para análise pode nos comprometer...

2 comentários:

Di�genes disse...

i Amanda, lembra de mim! Ainda n te vi pelo meu msn... Olha, teu blog t� �timo! Este texto ent�o, me fez lembrar muita coisa...hauiahuiahiua, mto engra�ada a parte dom sapato, mas melhor sapato do q v�mito...hauihauiahui! Olha, to de blog novo, mas sem tempo de escrever, e olhe que tenho mta coisa na minha cabe�ona para tal. At� mais, um xeiro deste aracajuano! diogenesblog.wordpress.com

carolsalomao5 disse...

Ei Amandinha!!!!

Poxa, que sábado inesquecível !!!

Hiuahaiuhaiuauiahiuauiaha

Engraçado qeu a gente se consegue se divertir, independente da situação, nao é mesmo!?

Ah, e o jeito qeu vc relatou,ficou perfeito! Amei !!

Que venham muito mais aventuras para ficarem na nossa memória \o/